quinta-feira, 22 de julho de 2010

XIII

Expresso da madrugada,
Na estação,
Sou um clandestino nesse vagão

3 horas da manhã e as luzes da cidade
Ficaram pra trás
E não há ninguém nesse vagão,
E eu continuo fumando na escuridão desse maldito vagão

Expresso da madrugada
Para onde você vai?
Estou a dias nesse vagão
Sozinho fumando na escuridão

3 dias nesse maldito vagão
Tocando gaita e violão,
De dia durmo
De noite acordo com as luzes das cidades,
E esse vagão não para,
E eu continuo fumando na escuridão

Talvez eu seja procurado
Em cada cidade,
E aqui nesse vagão
Excluido pela vida e pela morte
Eu fumo no escuro
Da solidão

Eu não tenho mais rumo,
Não tenho mais vida,
Eu apenas toco
E fumo
Na escuridão desse vagão.

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